Rio- O ministro das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, afirmou ontem no Rio que o Airbus 330 acidentado era uma aeronave segura e que as investigações serão transparentes. ''Hoje (ontem), voltarei no Airbus 330 no voo 447 da Air France'', afirmou o ministro francês, ao lado do diretor da Air France Internacional, Jean Claude Cros.
Kouchner negou que as aeronaves deveriam ter passado por um recall após as suspeitas de especialistas de que o modelo é excessivamente automatizado. O ministro voltou a defender a Airbus quando questionado sobre o relatório da Agência Europeia de Segurança Aérea, que apontou falhas no modelo para execução de manobras manuais. ''Essas aeronaves passam por modificações e verificações regularmente. Se não fosse seguro, a tripulação da Air France não embarcaria nele'', declarou.
Três caixas com sacos para cadáver foram desembarcadas por volta das 15h30 de em Fernando de Noronha. Mais cedo, às 9h30, um avião já havia pousado no arquipélago carregado de colchões e um caminhão frigorífico. O equipamento dispõe ainda de um sistema de filtragem de água e gerador de energia.
Em Paris, a Air France comunicou oficialmente às famílias europeias a morte dos 228 desaparecidos. A conclusão foi baseada no fato de que não houve amerissagem - pouso no mar. Em todas as hipóteses sobre a maneira como o avião caiu no Oceano Atlântico, a morte de todos seria inevitável.
Guillaume Decroix de Saint-Marc, presidente da Associação de Vítimas do Terrorismo, disse que a notícia era esperada. ''Muitos já haviam entendido que não havia esperança.'' (Das agências)

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