São Paulo – O ministro da Defesa da Coreia do Norte, Hyon Yong-chol, foi executado com um canhão antiaéreo em um campo de tiro de uma academia militar do norte de Pyongyang em 30 de abril, segundo informou ontem o serviço secreto sul-coreano. Hyon foi morto perante centenas de oficiais sob acusação de insubordinação e por ter dormido em um desfile diante do líder Kim Jong-un. Há indicações de que a execução com um canhão antiaéreo é utilizada para as autoridades de alto escalão, para que sirva de exemplo aos demais. Se as informações forem confirmadas, será mais uma demonstração do tratamento dado a Kim aos funcionários de alto escalão.
Em 2013 ele condenou à morte seu tio e mentor político Jang Song-thaek. A execução do ministro da Defesa pode ser um sinal de uma luta de poder na liderança do regime comunista, após a decisão de Kim de cancelar uma visita prevista a Moscou na semana passada por problemas internos. No total, cerca de 70 oficiais foram executados desde que Kim assumiu o poder depois da morte de seu pai, em 2011.

mockup