Ministro diz que não há dissidentes presos no país
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quinta-feira, 05 de agosto de 2010
Fábio Amato<BR> Folhapress 
Brasília, DF - O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, disse ontem que não há dissidentes políticos presos no país. De acordo com ele, os detentos classificados assim são na verdade pessoas que estavam a serviço dos EUA e cometeram crimes contra o governo comunista cubano. ''São pessoas que cometeram delitos em Cuba, atos previstos em lei, julgados em tribunais e processos ordinários'', disse o ministro cubano após reunião com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. ''Estamos falando de pessoas que cometeram delitos a serviço da política dos EUA contra Cuba.''
Rodríguez afirmou que o governo cubano garante aos réus ''todas as garantias legais'' e comparou os processos envolvendo presos políticos aos realizados pelos EUA com os prisioneiros da base de Guantanamo, onde, segundo o ministro, ''há pessoas presas ilegalmente''.
Ele informou que tratou do tema na reunião com Lula, mas não deu detalhes. ''Tratamos de todos os temas. Houve uma conversa proveitosa e produtiva'', disse. De acordo com ele, além do diálogo com a Igreja Católica envolvendo a liberação de dissidentes políticos, que estão sendo levados à Espanha, Cuba também tem mantido ''intercâmbio de informações e opiniões'' sobre o assunto com ''países amigos'', entre eles o Brasil.
O ministro também defendeu a decisão da Venezuela de romper relações com a Colômbia depois das acusações de que guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) estariam presentes em território venezuelano e contavam com apoio do governo do presidente Hugo Chávez. ''A Venezuela tem todo o direito de defender-se de ameaças e provocações'', disse. Mas ressaltou que ''Cuba sempre apoiou o diálogo, cooperação e processos de paz na região.''


