Bagdá O ministro iraquiano da Defesa, Sultan Hachem Ahmed, assegurou ontem que Bagdá é ''inconquistável'' embora tenha admitido que as primeiras unidades norte-americanas estejam a 140 quilômetros da entrada da cidade.
''O inimigo está atualmente a leste da cidade de Diwaniah, a cerca de 140 km ao sul de Bagdá'', declarou Ahmed durante uma entrevista à imprensa.
''Não nos espanta se o inimigo cercar Bagdá em cinco a dez dias, mas terá que tomar a cidade. Bagdá será inconquistável para os norte-americanos e britânicos, enquanto seus moradores viverem'', acrescentou.
Ouvido sobre a possibilidade de confrontos nas ruas da capial, ele respondeu: ''Certamente''.
Novos bombardeios Bagdá e sua periferia sudeste foram alvo na noite de ontem de uma nova onda de bombardeios intensos, segundo jornalistas da AFP na capital iraquiana.
Colunas de fumaça voltaram a se elevar no céu em seguida a violentas explosões ouvidas pouco depois das 23H00 locais (17H00 de Brasília).
Os novos bombardeios foram mais intensos que os outros quatro feitos ontem.
A DCA (defesa antiaérea) iraquiana atuou, mas os alarmes não soaram antes dos ataques. A mesquita El Ferdaus, próxima ao hotel onde estão os correspondentes da AFP, começou a transmitir orações através de um sistema de alto-falantes.
Mossul Bombardeios que teriam sido registrados às 06H00 (03H00 GMT) de ontem em Mossul (norte do Iraque) causaram ''mais de 50 vítimas, entre mortos e feridos'', informou o correspondente da rede de televisão por satélite de Qatar Al-Jazeera na cidade.
Segundo um dos feridos, ''pelo menos 50 crianças foram atingidas'' e o número de mulheres feridas é ''incalculável''.
O correspondente da Al-Jazeera explicou que os moradores de Mossul estavam ''furiosos'' porque, segundo eles, ''não havia nenhuma base militar no bairro'' bombardeado.

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