O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Juan Estebal Aguirre, confirmou ontem que o governo paraguaio vai pedir a extradição do general Lino Oviedo, preso no domingo, em Foz do Iguaçu.
O chanceler afirmou, durante o 14º Grupo do Rio, não acreditar que o governo brasileiro conceda asilo político a Oviedo.
Aguirre disse que o governo paraguaio ainda não pediu a extradição de Oviedo porque queria fazê-lo de maneira consistente.
‘‘A prioridade foi para o pedido de prisão preventiva, para obter tempo de preparar bem o pedido de extradição’’, afirmou. Segundo ele, Oviedo deverá ser julgado pela Justiça do Paraguai. ‘‘Será um processo justo e nosso interesse é que ele seja realizado da maneira mais transparente possível’’, disse.
Narcotráfico O delegado do 2º Distrito Policial em Foz do Iguaçu, Sidnei Martins Leal, disse ontem à Folha que desconhece qualquer tipo de envolvimento do seu distrito com o traficante Fernadinho Beira-Mar e o general Lino César Oviedo. O local, segundo uma das testemunhas da CPI dos Narcotráficos, seria o estacionamento de carretas roubadas que seriam supostamente trocadas por drogas.
Segundo o delegado, que está nesta função desde novembro do ano passado, todas as pessoas suspeitas, como ‘‘amigos ou informantes de policiais’’ já foram proibidas de frequentar a DP.
Ele se diz surpreso com a notícia e promete investigar sobre o assunto. ‘‘Não tinha conhecimento sobre isso, desde que assumi não verificamos a presença de carretas em frente ao distrito.’’
Alguns comerciantes próximos ao distrito relataram que nunca perceberam carretas de caminhão estacionados no pátio da DP.

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