Ministro ameaça Yasser Arafat com exílio
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de março de 1997
Das agências 
JERUSALÉM - O Ministro israelense da Justiça, Tzahi Hanegbi, suscitou ontem uma onda de protestos israelenses e palestinos ao ameaçar o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, com um possível exílio, caso haja protestos violentos por parte de palestinos contra a construção de um novo bairro judeu a leste de Jerusalém.
Se os palestinos recorrerem à violência, Yasser Arafat não poderá permanecer em sua residência à beira do mar com Soha (sua esposa) enquanto continua ordenando as operações, declarou Hanegbi ontem, durante um comício do partido Likud (no poder) em Or Yehuda, perto de Tel-Aviv.
O governo israelense reiterou ontem sua intenção de seguir adiante com a construção do assentamento para colonos judeus em Jerusalém Oriental, apesar da chegada no país do rei Hussein, da Jordânia. O monarca jordaniano foi pessoalmente dar condolências às famílias das meninas mortas por soldado jordaniano esta semana. Apesar do tom conciliatório do encontro com Netanyahu, Israel não dá sinais de concessões.
O rei Hussein, que é piloto, aterrissou pessoalmente seu avião no Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv na manhã de ontem. O monarca, acompanhado pelo comandante em chefe das Forças Armadas jordanianas, estendeu sua mão ao primeiro ministro Benjamin Netanyahu, adotando um tom conciliatório depois de ambos os mandatários terem trocado por carta esta semana duras críticas um em relação ao outro. Depois da chegada, os líderes foram escoltados às casas dos familiares das garotas mortas a tiros por um soldado jornaniano na fronteira entre os dois países esta semana.
Anteontem em Gaza, onde se realizou uma conferência emergencial para tratar da crise nas relações palestino-israelenses, o presidente palestino, Yasser Arafat, pediu ajuda aos representantes internacionais para deter o projeto israelense de construção de bairro judeu em Jerusarém Oriental (árabe).


