Ministra israelense rejeita pedido de trégua
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terça-feira, 06 de janeiro de 2009
Folhapress 
São Paulo - A ministra israelense das Relações Exteriores, Tzipi Livni, rejeitou ontem os apelos de diplomatas europeus que foram a Jerusalém pedir um cessar-fogo imediato entre Israel e o movimento islâmico radical Hamas em Gaza. Do outro lado, o líder do grupo prometeu em discurso televisionado a vitória dos militantes na região, que sofreu o décimo dia consecutivo da ofensiva militar israelense. ''Nós combatemos o terrorismo e não faremos acordo com o terrorismo'', afirmou Livni, sobre o Hamas, grupo considerado terrorista por Israel e pelos Estados Unidos e que controla a faixa de Gaza desde junho de 2007.
Segundo Livni, a grande ofensiva israelense na região - que, em dez dias de bombardeios aéreos, navais e terrestres, deixou mais de 500 palestinos mortos e cerca de 2.500 feridos - visa ''mudar a equação da região'' e interromper definitivamente os ataques com foguetes do Hamas contra o território israelense.
A ministra disse entender o desejo da comunidade internacional para ver a paz na região e disse que Israel tem o mesmo desejo. ''Nós não estamos tentando punir a população de Gaza. Estamos tomando todas as atitudes para evitar mortes de civis, mas, infelizmente, eles (Hamas) se escondem entre civis''.
A ministra afirmou que o Oriente Médio foi dividido entre moderados e extremistas e que ''todo mundo na região precisa escolher um lado e escolher onde pertence''. ''O que estamos fazendo na região representa a batalha contra o extremismo e o terror'', disse Livni, acrescentando que os líderes moderados da região compreendem os laços do Hamas com Irã e o grupo xiita libanês Hizbollah.
Sarkozy
O Hamas acusou ontem o presidente francês, Nicolas Sarkozy, de ''total parcialidade'' em favor de Israel por tê-lo acusado minutos antes, em Ramallah, na Cisjordânia, de agir de forma ''irresponsável e imperdoável''.
As declarações de Sarkozy são ''totalmente parciais em favor do ocupante e um apelo franco para que continue o holocausto em curso em Gaza'' declarou o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum.
O presidente francês, cujo país presidiu a União Europeia até último o dia 31, iniciou ontem uma viagem ao Oriente Médio em busca de um acordo de paz. Ele passou pelo Egito, e encontrou-se com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, na Cisjordânia. À noite, ele chegou a Jerusalém.
Em entrevista ao lado de Abbas, em Ramallah, Sarkozy pediu para que Israel pare os ataques contra a faixa de Gaza e condenou os ataques do Hamas. ''Nós na Europa queremos um cessar-fogo o mais rapidamente possível, e que todos entendam que o tempo está correndo contra a paz'', disse Sarkozy. ''As armas devem se calar, deve haver uma trégua humanitária''


