Os governos da Alemanha e da França vão tentar obter hoje um acordo capaz de preservar o calendário para adoção do euro - moeda única européia, com início de circulação previsto para 1º de janeiro de 1999 - bem como o Pacto da Estabilidade, que estabelece rígidos mecanismos de natureza econômica e financeira para proteção da nova moeda.
O chanceler alemão, Helmut Kohl, vai-se reunir na localidade francesa de Poitiers com os dois representantes máximos do novo governo de coabitação francês: o presidente conservador Jacques Chirac e o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin.
O clima da minicúpula franco-alemã é de otimismo. Isso porque ontem foi dado grande passo na direção de um entendimento, quando o presidente do Conselho Europeu, Jacques Santer, apresentou a Chirac e Jospin o esboço de uma resolução (apoiada pela Alemanha) que satisfaz uma exigência do governo francês para assinar, na segunda-feira, o Pacto da Estabilidade.
Trata-se da inclusão de um dispositivo no novo Tratado da União, que substituirá o de Maastricht, sobre a questão do emprego. ‘‘Avançamos’’, disse Jospin. ‘‘O que estamos reivindicando não diz respeito apenas à França, mas à Europa.’’ O problema do desemprego atinge 18 milhões de europeus.
‘‘Não podemos olhar unicamente para as políticas monetária e econômica da UE, precisamos pensar também nos homens e nas mulheres que habitam o continente’’, reafirmou Chirac na audiência a Santer.

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