São Paulo - O primeiro socorrista a descer até a mina de San José para resgatar os 33 mineiros que ficaram 70 dias presos relatou ao jornal chileno ''La Tercera'' que o local não contava com elementos mínimos de segurança. ''Estive 25 horas lá embaixo, a uma temperatura de 40º C. Imagine o que é viver 70 dias nessas condições. Havia uma umidade próxima aos 100%. As pessoas andavam seminuas. Foi impressionante para nós'', afirmou Manuel González, que trabalha na Codelco - estatal do cobre chilena.
''Trabalhar a essa temperatura durante 12 horas... Acho que nenhum ser humano poderia voltar a fazê-lo'', afirmou González, que foi também a última pessoas a deixar a mina, já depois da meia-noite de ontem. ''Imagino os primeiros 17 dias em que não sabiam nada do mundo. Deve ter sido terrível'', afirmou González ao periódico chileno.
Anteontem, os três primeiros trabalhadores, Edison PeÀa, Juan Illanes e o boliviano Carlos Mamani, deixaram o hospital de Copiapó para onde o grupo de 33 mineiros foi levado após o resgate. Quando PeÀa chegou em casa, um mar de jornalistas e curiosos o receberam, querendo ouvir sua história até o momento em que conseguiu chegar à porta. ''Estou bem, estou supersaudável, por isso sou um dos três primeiros a sair'', explicou.

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