Reuter
A proposta de ‘‘diálogo aberto’’ aos habitantes de etnia albanesa da província de Kosovo feita sob intensa pressão internacional na terça-feira pelo presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, parecia ontem caminhar para um impasse total. O líder moderado da comunidade albanesa, Ibrahim Rugoya, aceitou a oferta sérvia, mas manteve uma exigência considerada inaceitável por Belgrado: a independência da província.
O convite sérvio foi rejeitado pela chamada ‘‘linha dura’’ dos albaneses de Kosovo, representada por Adem Demaci. ‘‘Esse convite ao diálogo é mais uma atitude de hipocrisia de Milosevic’’, acusou Demaci.
Por sua vez, o clandestino Exército de Libertação de Kosovo (UCK) informou que prosseguirá a luta armada até a libertação do território. Na repressão aos membros do UCK, unidades especiais da polícia iugoslava - constituídas de sérvios - invadiram o vale do Denica e mataram mais de 80 pessoas, entre as quais mulheres e crianças.
A Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) exigiu de Milosevic autorização para uma investigação internacional sobre as ‘‘execuções sumárias’’. A OSCE ratificou também a indicação do ex-primeiro-ministro espanhol Felipe González para chefiar uma missão mediadora em Kosovo.

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