Autoridades iugoslavas confirmaram ontem que Slobodan Milosevic pode ser acusado por crimes puníveis com a pena de morte, e o atual presidente do país descartou a extradição num futuro próximo de seu antecessor para o tribunal de crimes de guerra da ONU, com sede na cidade holandesa de Haia.
Desde que Milosevic foi preso, no fim de semana, por acusações de corrupção e abuso de poder, autoridades iugoslavas têm intensificado uma investigação sobre possíveis acusações criminais contra o deposto líder de 59 anos.
Ontem, o ministro do Interior sérvio, Dusan Mihajlovic, disse que as investigações estão apontando para crimes mais sérios supostamente cometidos durante seus 13 anos no poder. ‘‘Existem indícios de que Milosevic esteja envolvido em sérios atos criminosos que são punidos com a pena de morte’’, afirmou Mihajlovic a repórteres em Viena, Áustria.
Mihajlovic não entrou em detalhes. Entretanto, o primeiro-ministro da Sérvia, Zoran Djindjic, disse, em uma entrevista ao jornal The Boston Globo, que Milosevic será formalmente acusado, dentro de dois meses, de ordenar o assassinato de inimigos pessoais e políticos. Djindjic também afirmou esperar que a mulher de Milosevic, Mirjana, venha a ser igualmente acusada de assassinato.

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