Militares são condenados à prisão perpétua
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domingo, 25 de outubro de 2009
Folhapress 
São Paulo - Um tribunal argentino condenou ontem à prisão perpétua o ex-general Jorge Olivera Róvere por crimes contra a humanidade cometidos durante a última ditadura do país (1976-1983), depois de um processo considerado um dos mais importantes dos últimos 25 anos no país.
A Corte condenou também à mesma pena o coronel da reserva Bernardo Menéndez e absolveu os ex-militares Felipe Alespeiti, Humberto Lobaiza e Teófilo Saá.
Róvere, de 82 anos, era o braço direito de Carlos Suárez Mason, um dos símbolos da ditadura, e os outros antigos militares eram julgados desde fevereiro passado por mais de 120 casos de sequestro e desaparecimento.
Só nove das vítimas sobreviveram. Entre os mortos estão o escritor argentino Haroldo Conti, os parlamentares uruguaios Zelmar Michelini e Héctor Rodríguez Ruiz, e os guerrilheiros tupamaros Rosario Barredo e William Whitelaw.
O advogado Luis Bonomi, da acusação, criticou a decisão dos juízes por terem absolvido três militares e por permitirem que os dois condenados permaneçam em liberdade até que a sentença seja ratificada por uma corte superior. A audiência final foi acompanhada por vários
parentes dos acusados e membros de organismos humanitários, que reagiram com indignação ao ouvirem a sentença.
Os julgamentos dos acusados de crimes durante a ditadura argentina foram retomados depois da revogação, em 2005, das leis do perdão -Ponto Final e Obediência Devida- aprovadas em 1986 e 1987, e que foram consideradas inconstitucionais pela Suprema Corte.


