Yangon - Os militares no poder em Mianmar asseguraram ontem uma transição pacífica no país após a vitória histórica nas eleições de domingo do partido da opositora e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi. O comandante do exército, Min Aung Hlaing, prometeu, em mensagem no Facebook, "cooperação com o novo governo durante o período pós-eleitoral" e felicitou o partido de Suu Kyi, algo parecido com o que já havia feito o presidente Thein Sein.
Mianmar está há mais de meio século sob o comando dos militares, primeiro sob a direção de uma junta e, desde 2011, com um governo em parte civil, mas dirigido por aliados dos generais. O partido de Suu Kyi, a Liga Nacional pela Democracia (NLD), conquistou nas eleições legislativas de domingo mais de 80% das cadeiras do Parlamento, uma vitória histórica.
Uma vez eleito, o Parlamento escolherá no início de 2016 o próximo presidente. Aung San Suu Kyi não poderá ser chefe de Estado porque a Constituição birmanesa veta o cargo às pessoas que têm filhos de nacionalidade estrangeira, como é o caso da Nobel da Paz, que no entanto já advertiu que estaria "acima" do posto.
Entre os nomes citados para ocupar a presidência está o de Shwe Mann, ex-general que também é porta-voz parlamentar, um candidato próximo ao USDP (partido do atual governo), mas que perdeu a vaga de deputado nas eleições.

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