Militares e rebeldes entraram em confronto armado ontem. Cinco pessoas ficaram feridas, informaram os rebeldes. Não há informações sobre mortos. O porta-voz dos rebeldes, Jo Nata, disse à Associated Press que os militares começaram a atirar logo depois de uma coletiva de imprensa na qual o líder rebelde George Speight comentou a posse do novo governo temporário do país, formado apenas por fijianos étnicos. ‘‘Foi uma pequena guerra’’, disse Nata. ‘‘Um dos nossos foi baleado, uma batalha ocorreu logo a seguir. Diversas pessoas foram retiradas do local.’’ Mas o porta-voz do exército, coronel Filipo Tarakinikini, acusou os rebeldes de terem iniciado o tiroteio.
Nata confirmou as informações de que partidários de Speight na cidade de Labasa, na ilha de Vanua Levu, confiscaram armas de um quartel militar. ‘‘Nossos homens e os militares (leais a Speight) controlam a situação por lᒒ, disse ele.
Logo após a coletiva, alguns dos partidários de Speight atacaram um jornalista local, acusando-o de passar informações para a polícia. Aparentemente, o incidente não deu início à troca de tiros.
De acordo com a rádio de Fiji, houve troca de tiros com duração entre 10 e 15 minutos entre soldados do exército e rebeldes. Duas ambulâncias estavam no local. Nata disse que cinco feridos foram levados para o hospital.
Há informações não confirmadas de que após os confrontos houve novas negociações entre os partidário de Speight e os militares, mas novos tiros foram ouvidos mais tarde.
Na manhã de ontem, o executivo bancário Laisenia Qarase foi empossado como primeiro-ministro numa reunião que provocou a ira dos rebeldes que haviam exigido participação na nomeação do novo governo.

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