O Ministério da Defesa russo anunciou ontem que o país irá emendar sua doutrina militar e manter suas forças nucleares ‘‘no mais alto nível’’ de prontidão de combate por causa dos ataques aéreos da Otan contra a Iugoslávia. Enquanto isto, um alto oficial do Estado Maior russo disse que a Rússia pode começar a suprir a Iugoslávia de armas caso a Otan envie tropas terrestres para combate.
O presidente Boris Yeltsin, entretanto, tem insistido que não irá intervir militarmente, apesar de sua profunda irritação com as ações da Otan. E a Otan tem até agora negado que planeja enviar tropas terrestres para a Iugoslávia. ‘‘A Rússia pode rever sua posição de não fornecer ajuda militar à Iugoslávia’’ caso tropas terrestres sejam introduzidas, afirmou o primeiro subcomandante do Estado Maior, coronel-general Valery Manilov.
As relações da Rússia com o Ocidente se deterioraram profundamente desde o início dos bombardeios no mês passado, e o ministro da Defesa Igor Sergeyev disse que a Rússia irá emendar sua doutrina militar para que ela reflita a nova situação.
Sergeyev, que falou numa academia militar na Bielo-Rússia, não entrou em detalhes, mas afirmou que as forças nucleares russas terão de ser mantidas no ‘‘mais alto nível’’ de prontidão. Ele não deu explicações, e o aviso pareceu ser largamente simbólico.
O presidente da Câmara baixa do Parlamento, Gennady Seleznyov, disse ontem que existe uma crescente pressão na Rússia pelo envio de ajuda militar para a Iugoslávia.

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