Militantes albaneses étnicos retiraram-se ontem de um bairro estrategicamente importante nas proximidades da capital como parte de um acordo mediado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) numa tentativa de retomar conversações de paz na Macedônia.
Diversos ônibus saíram ontem de Aracinovo levando os rebeldes albaneses que ficaram escondidos durante dias, disse o major Barry Johnson, um porta-voz das forças de manutenção de paz lideradas pela Otan. A aliança atlântica enviou pelo menos quatro caminhões ao vilarejo para recolher as armas pertencentes aos militantes.
A retirada rebelde ocorreu poucos dias depois de as forças governamentais terem utilizado helicópteros de combate, artilharia e lançadores múltiplos de foguetes numa ofensiva contra os militantes albaneses étnicos entrincheirados em um bairro não muito distante do principal aeroporto macedônio.
Fontes policiais informaram, sob condição de anonimato, que os rebeldes atacaram posições policiais na periferia da cidade e as tropas do governo retornaram o fogo, com o confronto se estendendo em Tetovo e no vilarejo de Gajre, nas montanhas que cercam a cidade.
A falta de progressos tem irritado líderes da União Européia (UE), que vêm tentando há meses persuadir a liderança eslava da Macedônia e líderes políticos albaneses étnicos a entrarem em acordo. Para reforçar sua posição, a União Européia advertiu a ministra de Relações Exteriores da Macedônia que não haverá mais liberação de ajuda financeira ao país até que o governo e seus oponentes albaneses étnicos superem suas diferenças.

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