São Paulo – Pelo menos três pessoas morreram e quatro ficaram feridas ontem em um ataque suicida com um carro-bomba em frente ao consulado dos EUA em Irbil, capital da região autônoma do Curdistão iraquiano. A milícia Estado Islâmico (EI) reivindicou o atentado. Um perfil no Twitter vinculado à facção publicou que milicianos de Kirkuk foram os responsáveis pelo ataque, segundo o Site, grupo de monitoramento de extremistas.
O Curdistão é um aliado importante da coalizão liderada pelos EUA para combater o EI no Iraque e na Síria. O Departamento de Estado dos EUA informou que nenhum funcionário do consulado foi morto ou ferido. Segundo Jalal Habib, vereador do bairro de Ainkaua, onde fica o consulado, forças de segurança abriram fogo contra o suicida e conseguiram impedir que ele batesse o carro contra o complexo.
Dois dos feridos são membros das forças de segurança. Um dos mortos seria turco.
O Curdistão iraquiano permanece relativamente a salvo da violência que afeta o país. O último ataque na região ocorreu em novembro, quando um atentado do EI à sede do governo em Irbil matou quatro pessoas.

RAMADI

A ONU afirmou ontem que, desde o dia 8 passado, 4.250 famílias fugiram de Ramadi, capital da província de Al-Anbar, onde o governo lançou uma ofensiva para retomar a cidade do EI. Grande parte da cidade está nas mãos do EI, que também controla Fallujah, no caminho para Bagdá. Segundo a ONU, 9.000 pessoas fugiram do bairro de Albu Faraj para Bagdá ou para se refugiar em escolas e mesquitas no centro de Ramadi.
De acordo com o Ministério do Interior iraquiano, 1.800 famílias deslocadas da província de Al-Anbar se estabeleceram em Bagdá. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que 2,7 milhões de iraquianos já foram obrigados a se deslocar devido aos confrontos no país. Grande parte dos deslocados são da província de Al-Anbar. Especialistas estimam ser irrealista a tentativa de forças do governo, em processo de reestruturação, de retomar Al-Anbar, onde os jihadistas estão bem estabelecidos.

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