São Paulo - Dezenas de milhares de pessoas tomaram ontem as ruas do Iêmen no que chamaram de ''Dia de Fúria'', pedindo o fim das três décadas de governo do ditador do país, Ali Abdullah Saleh, que acusou seus até agora aliados EUA e Israel de estarem por trás da revolta popular, que já deixou mais de 20 mortos.
Na capital iemenita, Sanaa, pessoas gritaram ''Com sangue e alma, nós te apoiamos, Áden'', em referência à cidade portuária onde a maioria ocorreu a maioria das 24 mortes de manifestantes antigoverno registradas nas últimas duas semanas.
Milhares de pessoas também marcharam pelas ruas de Ibb e Taiz, ao sul de Sanaa. ''A vitória está vindo e está próxima'', Hassan Zaid, um líder opositor, gritou aos manifestantes reunidos em Sanaa, onde dezenas estão acampados por mais de duas semanas.
''Temos um objetivo e uma demanda, que é o rápido fim do regime.'' Saleh não conseguiu acabar com dois meses de protestos no país de 23 milhões de habitantes - 40% deles vivem com menos de US$ 2 por dia e um terço é de pessoas desnutridas.
Confrontado com mais uma grande manifestação, o ditador acusou Washington de instigar os protestos contra seu regime.
Os comentários de Saleh, que incluem acusações de que a Embaixada dos EUA em Sanaa está dando instruções aos manifestantes, parecem ser parte de uma tentativa de silenciar os pedidos por sua renúncia. O ditador tem repetido que não irá renunciar antes das eleições presidenciais de 2013.

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