Milhares repudiam ação terrorista
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quinta-feira, 11 de março de 2004
France Presse 
Madri - Milhares de pessoas fizeram protestos espontâneos contra os atentados ontem, em diversas cidades espanholas. Os manifestantes saíram às ruas e se anteciparam às grandes concentrações populares convocadas pelo governo espanhol para a noite de ontem.
O Partido Popular (PP, no poder), o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e a Esquerda Unida (IU), os três grandes partidos nacionais, confirmaram participação nas manifestações que acontecerão em todas as capitais de província. Quase 5 mil pessoas, segundo a polícia, se reuniram em silêncio durante cinco minutos ontem em Barcelona para expressar seu repúdio aos atentados cometidos na capital do país.
Em todo o mundo, os atentados em Madri causaram revolta. O alto representante de Política Externa e de Segurança Comum da União Européia (UE), Javier Solana, o presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, e o Parlamento Europeu condenaram energicamente a ação terrorista. Prodi se comunicou com o governo espanhol e assegurou que o executivo europeu fará de tudo para ajudá-lo, inclusive mobilizando um serviço de proteção civil europeu se necessário.
O Parlamento Europeu fez um minuto de silêncio como forma de condenar o atentado e pediu, logo em seguida, que a União Européia estabeleça o 11 de março como o dia europeu dedicado às vítimas do terrorismo. Em uma resolução aprovada pelo plenário, a Câmara solicitou à Comissão Européia que faça esta proposta o mais rápido possível aos ministros da Justiça e do Interior da UE.
A Otan, por sua parte, criticou um ''ato de barbárie que não tem sentido''. Vários países europeus transmitiram suas condolências e expressaram sua revolta. Os atentados de Madri demonstram ''a ameaça terrorista que deve ser enfrentada em vários países e a necessidade de combatê-la no plano internacional'', denunciou o primeiro-ministro britânico Tony Blair.
O presidente George W. Bush também telefonou para Aznar para expressar suas condolências. O Papa João Paulo II, por sua vez, classificou os atentados de ''execráveis''. Para o pontífice, ''trata-se de atos injustificáveis que ofendem a Deus, violam o fundamental direito à vida e solapam a pacífica convivência sonhada pelas comunidades eclesiásticas e pelo nobre povo espanhol''.


