São Paulo - Milhares de pessoas se reuniram em uma praça na capital do Iêmen, Sanaa, ontem, tentando reforçar os protestos antigoverno depois que partidários do presidente do país, Ali Abdullah Saleh, mataram ao menos um opositor do regime em confrontos. Ao menos uma pessoa morreu e 12 ficaram feridas em confrontos registrados no final da noite de terça-feira nas proximidades da Universidade de Sanaa. Um grupo de defesa dos direitos humanos local tem números diferentes: dois mortos e 18 feridos.
Ontem sete legisladores que pertencem ao partido Congresso Geral do Povo (CGP), de Saleh, anunciaram sua renúncia do grupo devido à situação no país e disseram que irão formar seu próprio bloco político independente. As renúncias aumentam para nove o número de legisladores que deixaram o CGP desde que os protestos eclodiram no país, quase um mês atrás.
Saleh, apoiado pelos Estados Unidos e no poder há 32 anos, tem afirmado que irá se retirar do poder após a realização de eleições nacionais, em 2013. No entanto, um movimento de protesto generalizado demanda que ele deixe o cargo imediatamente.
O governo já estava enfraquecido antes do início dos protestos: ele enfrenta um braço da rede terrorista Al Qaeda que se instalou no país, um movimento separatista no sul e diversas tribos descontentes. Nos últimos dias, ativistas armaram acampamentos em algumas regiões.
Manifestantes se assentaram em uma praça próxima à Universidade de Sanna. Na terça-feira, eles foram atacados por forças pró-governo, que falharam em desalojar os manifestantes ontem.

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