Caracas, Venezuela - Enfrentando bombas de gás lacrimogêneo da Polícia Metropolitana, bloqueios da Guarda Nacional e militantes governistas, alguns milhares de universitários realizaram ontem em Caracas a primeira grande manifestação de oposição à proposta de reforma constitucional chavista, que prevê, entre outras mudanças, a reeleição indefinida para presidente.
A marcha, convocada por grêmios estudantis de universidades públicas e privadas da capital venezuelana, reuniu-se de manhã na Praça Venezuela, espécie de divisor de águas entre a região leste da cidade, predominantemente opositora, e a centro-oeste, chavista.
Dali, estudantes e simpatizantes dirigiram-se à Assembléia Nacional, onde a proposta de reforma constitucional está sob a terceira e última votação.
''Vim protestar por meus direitos'', disse a estudante de arquitetura Alejandra Loreto, 20. Apesar de considerar que vive numa ''ditadura'', ela disse que irá votar no referendo sobre a reforma, provavelmente em 2 de dezembro.

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