Milhares protestam contra bases dos EUA
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quinta-feira, 20 de julho de 2000
Associated Press De Okinawa, Japão 
Mais de 25 mil pessoas que protestavam contra a presença militar dos EUA em Okinawa formaram ontem uma corrente humana de 17 km em torno da maior base militar americana no Japão, às vésperas do início da reunião anual do Grupo dos Oito (G-8).
Os manifestantes ostentavam faixas na cabeça com slogans contra a base aérea de Kadena, enquanto os organizadores gritavam Clinton leve suas bases de volta para casa. Os protestos, porém, foram totalmente pacíficos, e alguns manifestantes levaram suas crianças às ruas.
Devido à controvérsia a respeito das bases, a segurança para a reunião do G-8 foi reforçada, e quase 22 mil policiais, em sua maioria vindos de outros pontos do país, estão instalados em Okinawa a província no extremo sul do Japão que foi governada por Washington desde o final da Segunda Guerra mundial até 1972.
Próxima da península coreana, de Taiwan, da China e do Sudeste Asiático, Okinawa continua sendo um ponto de estratégica importância para os EUA; ali se concentram cerca de 30 mil dos 47 mil soldados americanos no Japão, incluindo o maior contingente de fuzileiros navais fora dos EUA.
Ao chegar hoje para a reunião do G-8, o presidente Clinton será o primeiro chefe de Estado americano a visitar Okinawa; ele fará um discurso no mesmo lugar onde se realizou a maior batalha terrestre entre os dois países em 1945, durante a Segunda Guerra mundial.
Entre os líderes do G-8 grupo de que participam EUA, Japão, Rússia, Grã-Bretanha, Itália, Canadá, Alemanha e França, vários já se encontraram em Tóquio, onde realizaram ontem reuniões bilaterias antes do início oficial do encontro.
O secretário do Tesouro americano, Lawrence Summers, aproveitou para uma reunião prévia entre os países ricos e pobres, que considerou muito produtiva. Os principais temas abordados foram as preocupações com a saúde, a educação e a tecnologia nos países em desenvolvimento.
Ao lado dos representantes dos países ricos e da Organização Mundial da Saúde e do Banco Mundial, estiveram presentes ao encontro o primeiro-ministro da Tailândia, Chuan Leekpai, os presidentes da Nigéria, Olusegun Obasango, da África do Sul, Thabo Mbeki, e da Argélia, Abdelaziz Bouteflika.


