Milhares de pessoas – incluindo moradores da cidade, parentes das vítimas, diplomatas equatorianos e representantes do governo espanhol – participaram ontem de uma missa celebrada num ginásio aberto local em memória dos 12 trabalhadores equatorianos mortos terça-feira em um acidente ferroviário no sudeste da Espanha.
Oito homens e quatro mulheres, com idade entre 16 e 55 anos, morreram quando a van na qual se dirigiam ao trabalho no campo foi esmagada por um trem.
Dois outros equatorianos sobreviveram: o motorista da van, gravemente ferido na cabeça, e uma adolescente de 13 anos, Nancy Porras, que tinha ido trabalhar no lugar de sua mãe, que estava doente. O motorista continua em estado crítico e Nancy, segundo os médicos, poderá deixar o hospital na sexta-feira.
Segundo a UGT, uma das federações sindicais espanholas, os 12 equatorianos eram imigrantes ilegais sem permissão para trabalhar na Espanha. Os equatorianos formam uma das maiores comunidades de imigrantes na Espanha, num total de 20 mil, dos quais cerca da metade trabalha ilegalmente na colheita de produtos agrícolas.
Em Quito, o chanceler equatoriano, Heinz Moeller, expressou ontem a disposição do governo de ajudar na repatriação dos corpos das vítimas, advertindo esperar que isto não crie um precedente.

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