Milhares fogem dos ataques nas Filipinas
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segunda-feira, 18 de setembro de 2000
Agência Estado De Zamboanga 
Milhares de pessoas fugiram de suas vilas para a capital da ilha de Jolo para escapar dos ataques das tropas filipinas contra rebeldes muçulmanos que mantêm 19 reféns incluindo seis estrangeiros no sul do país.
De acordo com autoridades, quatro civis morreram. Um grande número teria se ferido, mas não pode receber tratamento porque acabaram do lado rebelde da linha de fogo.
Desde o início dos ataques, no sábado, os militares já conquistaram dois grandes acampamentos e pequenos esconderijos dos rebeldes, mas não encontraram nenhum dos 19 sequestrados. Segundo fontes militares, seis membros do grupo Abu Sayyaf morreram e 20 foram capturados. Além disso, quatro militares ficaram feridos. O ministro da Defesa, Orlando Mercado, garantiu que os reféns estão vivos. A ofensiva terrestre continua e os militares acham que vai durar mais de uma semana, afirmou Mercado.
As autoridades filipinas continuam afirmando que nenhum refém foi morto ou ferido, mas nenhuma informação realmente confiável foi divulgada da ilha de Jolo, onde a operação do exército continua acontecendo.
Uma autoridade do Exército, que pediu para não ser indentificada, afirmou que cerca de 70 rebeldes conseguiram abandonar a ilha de Jolo apesar do bloqueio, provocando o rumor da transferência dos reféns para outra região.
Por outro lado, o governador da província de Sulu, onde se encontra a Ilha de Jolo, Abdusakar Tan, rechaçou as informações da imprensa filipina de que 600 pessoas teriam sido feridas durante bombardeios aéreos e combates. Entretanto, o governador afirmou que cerca de cinco mil pessoas abandonaram suas casas no povoados de Talipao, Patikul e Indanan, na ilha de Jolo.
Dez centros para receber refugiados foram instalados na cidade de Jolo e as pessoas já estão chegando, disse Abdusakar Tan, acrescentando que havia pedido medicamentos e comida ao governo para os refugiados.
Enquanto a imprensa filipina elogiou a ofensiva, cerca de 500 adeptos de uma seita evangélica, alguns que têm membros da família entre os reféns, fizeram um protesto nas proximidades do palácio do presidente José Estrada ontem.
Os manifestantes querem a supensão do ataque do Exército. Eles são seguidores do pastor Wilda Almeda, sequestrados com outros onze membros da seita pelo grupo Abu Sayyaf.


