Milhares de curdos homenageiam militantes mortas
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Folhapress 
São Paulo - Milhares de curdos se reuniram ontem em uma praça de Diyarbakir, maior cidade da região curda da Turquia, para prestar homenagem as três militantes encontradas mortas na semana passada em Paris.
Entre as vítimas estava Sakine Cansiz, de 55 anos, uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e muito próxima a Abdullah Ocalan, o líder do movimento armado que está preso na Turquia.
Os caixões das mulheres serão expostos para os militantes em cerimônia aberta. Os três corpos serão enterrados hoje nas cidades de cada vítima.
As mortes, com indícios de um crime premeditado, ocorreram em meio às negociações de paz entre o governo turco de Ancara e Abdullah Ocalan, do PKK.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, considerou o triplo homicídio como um "acerto de contas" entre membros do PKK ou um ataque com o objetivo de "sabotar" o processo de paz.
O chefe de governo pediu aos partidários da causa curda que não interrompam o processo em andamento e evitem qualquer excesso em Diyarbakir.
O prefeito da cidade, Osman Baydemir, disse que a manifestação seria pacífica. "A atitude dos habitantes de Diyarbakir será de defender o clima de paz e o processo de diálogo", insistiu.
Os curdos são considerados a maior etnia sem Estado do mundo. De acordo com estimativas, 26 milhões de pessoas pertencem ao grupo, em sua maioria muçulmanos sunitas. Eles habitam partes da Turquia e territórios em Armênia, Azerbaijão, Irã, Iraque e Síria e são reprimidos pelos governos desses países.


