Jerusalém - ''Estamos aqui diante do Parlamento (Knesset) em protesto contra uma das decisões mais perigosas da história de Israel'', disse Benzi Lieberman, um dos chefes dos colonos que se opõem frontalmente à retirada de Gaza, votada ontem pelos deputados.
Cerca de 15 mil colonos gritavam em coro: ''Não renunciaremos nunca! Eretz Israel (o Grande Israel da Bíblia) nos pertence. Não se expulsa os irmãos de suas casas''. Usando camisas laranjas, a cor simbólica de Gush Katif, o bloco de colônias judaicas da Faixa de Gaza, os colonos, em maioria jovens, chegaram em diversos ônibus. Faziam parte também do movimento deputados e ex-ministros do Partido Nacional Religioso, o braço político dos colonos, além de extremistas como Baruch Marzel, um dirigente do Kach, o movimento racista antiárabe que atua ilegalmente.
Para Judith Davidowitch, que perdeu a filha num atentado cometido por palestinos, ''Sharon esquece que Israel adquiriu sua terra pagando o preço do sangue''. ''Pouco importa o que acontece no Knesset, já que a decisão não é democrática. Mediante nossas operações e nossa fé, seguiremos construindo e desenvolvendo o Eretz Israel'', assegurou Ilan Rafaeli, que é um dos oito mil colonos dos 21 assentamentos da Faixa de Gaza e outros quatro da Cisjordânia que serão evacuados. Guardas de fronteira, a polícia montada e unidades de elite tomaram posições ao redor do Parlamento, sob a vigilância de câmeras e de um helicóptero.

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