Madri - Mil pessoas se manifestaram na tarde de ontem na Porta do Sol, em Madri, para protestar contra a lei que autoriza o casamento entre homossexuais, aprovada por deputados espanhóis, e pediram a ''demissão'' do chefe de governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.
Os manifestantes, convocados pelo Fórum Espanhol da Família (FEF), levavam cartazes que diziam ''Zapatero, demissão'', ''Queremos referendo'', ''Somos maioria'', ''Casamento = homem + mulher'', entre bandeiras da Espanha e do Vaticano.
A hierarquia da Igreja Católica espanhola, apoiada pelo Vaticano, lançou meses atrás um apelo aos funcionários municipais para que se neguem a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo, alegando objeção de consciência.
A entidade organizadora afirmou ter coletado mais de um milhão de assinaturas contra a lei adotada pelos deputados que poderá entrar em vigor na próxima semana , que além de autorizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, permite a elas adotar crianças.
Esta organização qualificou como ''injusta'' para a sociedade a nova lei ''imposta pelo governo'', que na sua opinião não é ''nem necessária, nem conveniente'' e além disso, ''tem causado irritação na sociedade''.
O FEF organizou, em 18 de junho passado, uma manifestação no centro de Madri que reuniu dezenas de milhares de pessoas, que protestavam contra o casamento entre homossexuais. A ela se somaram cerca de 20 bispos espanhóis e altos dirigentes do opositor Partido Popular (PP, direita). A entidade convocou outra manifestação para amanhã. Justo nesse dia será celebrada em Madri a parada do Orgulho Gay.(Leia mais sobre a legalização do casamento gay na Folha2)

mockup