Mil oficiais são levados a áreas sob exceção no Paraguai
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Folhapress 
São Paulo - O governo do Paraguai enviou ontem mil policiais e militares extras aos departamentos (Estados) do norte do país, onde desde sábado vigora um decreto de estado de exceção promulgado pelo presidente Fernando Lugo após aprovação do Congresso, com o objetivo de capturar membros do grupo esquerdista EPP (Exército do Povo Paraguaio). O contingente enviado equivale a cerca de 10% do efetivo total das Forças Armadas paraguaias.
Ao EPP, acusado de elo com as Farc, é atribuída uma emboscada que matou quatro pessoas na última quarta-feira na fronteira dos departamentos de Concepción e San Pedro. Além destes, os departamentos em estado de exceção são Alto Paraguai, Amambay (fronteiriço com o Brasil) e Presidente Hayes.
O estado de exceção dá ao Executivo o poder de proibir agrupamentos públicos e prender suspeitos e, às Forças Armadas, o de usar armas de guerra contra os supostos criminosos. Lugo solicitou a medida, vigente por 30 dias prorrogáveis por outros 30, para ''permitir aos militares empreender operações armadas'', argumentou ontem.


