São Paulo- O presidente do México, Felipe Calderón, promulgou ontem ampla reforma no Judiciário, que institui julgamentos públicos, com defesa e acusações orais -ponto elogiado por dar transparência ao sistema-, e permite prisão preventiva por até 80 dias para acusados de envolvimento com o crime organizado -aspecto criticado por juristas e organizações de direitos humanos. O Judiciário mexicano terá até oito anos para universalizar o julgamento público -a exceção serão os casos de segurança nacional ou que envolvam menores de idade. Até agora, os julgamentos aconteciam a portas fechadas, com argumentações das partes por escrito e sem a presença dos acusados. Em ato no palácio de governo, Calderón disse que a mudança agilizará o funcionamento da Justiça -há 90 mil presos nas cadeias mexicanas que não passaram por julgamentos.

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