Cidade do México - O presidente mexicano, Felipe Calderón, admitiu ontem que a violência dos cartéis das drogas é a manifestação de uma ''guerra cada vez mais sangrenta'' que já deixou 28 mil mortos desde que chegou ao poder, em 2006, e ordenou a mobilização do exército para combater o narcotráfico.
O México vive ''uma guerra cada vez mais sangrenta entre os grupos do crime organizado em sua disputa por territórios, mercados e rotas'', disse Calderón ao apresentar seu quarto relatório anual de governo, no qual se defendeu dos questionamentos sobre sua estratégia contra o crime.
Calderón atribuiu a barbárie ao desespero dos cartéis, dando como exemplo a chacina de 72 migrantes das Américas Central e do Sul - inclusive brasileiros -, na semana passada, no Nordeste do México. ''A captura ou a morte de importantes líderes criminosos tem gerado nestas organizações criminosas expressões de maior desespero'', disse Calderón, lembrando que 125 chefões e testas-de-ferro morreram ou foram capturados por seu governo.

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