México comemora sentença da Corte de Haia
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quarta-feira, 31 de março de 2004
France Presse 
O México saudou como uma vitória do direito internacional uma sentença da Corte de Justiça de Haia (CIJ) que obriga os Estados Unidos a reconsiderarem os casos de 51 mexicanos condenados à morte no país, e ameaçou ir ao Conselho de Segurança da ONU se Washington não a acatar.
''Consideramos que o processo e a decisão da Corte representam uma vitória do direito internacional e um precedente para os estrangeiros em igual situação nos Estados Unidos'', disse o consultor jurídico da chancelaria mexicana, Arturo Dager, falando em nome do governo de Vicente Fox. Dager assinalou também que o governo Fox espera que a sentença da CIJ não prejudique as relações com os Estados Unidos, parceiro há 10 anos do México e do Canadá no Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) e com quem manteve uma polêmica na ONU por ocasião da decisão americana de lançar uma guerra no Iraque.
Analistas no México recordaram que os Estados Unidos não respeitaram uma decisão similar do CIJ que, em março de 1999, exigiu a suspensão da pena de morte do alemão Walter Lagrand, executado pouco depois da sentença.


