Mercosul apóia posição chilena sobre a questão
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quinta-feira, 10 de dezembro de 1998
Miguel Enesco France-Presse 
O Chile conseguiu o apoio do Mercosul no caso Pinochet. O bloco do Cone Sul aprovou ontem no Rio de Janeiro um documento que rejeita a aplicação unilateral e extraterritorial de leis nacionais, porque isto viola a igualdade jurídica dos Estados.
Os países membros - Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, mais os associados Chile e Bolívia - pediram respeito a igualdade soberana dos Estados e a não intervenção em assuntos internos que ameaçam a convivência dos mesmos.
Este documento deve ser divulgado hoje, no último dia da Cúpula do Mercosul que acontece no Rio, garantiu o chanceler chileno, José Miguel Insulza.
Pouco antes, Londres tinha anunciado a decisão de prosseguir com o processo de extradição de um juiz espanhol contra o ex-ditador Augusto Pinochet.
O Mercosul defende no documento a importância dos consensos internos forjados democraticamente nos países da região.
O chanceler disse que a declaração do Mercosul parece plenamente satisfatória e reitera o compromisso do bloco com os direitos humanos e com o desenvolvimento progressivo da normatização internacional sobre responsabilidade penal em caso de crimes de trascendência internacional.
Estes princípios devem ser compatíveis, garantiu o porta-voz presidencial brasileiro Sérgio Amaral, ao tentar uma interpretação equilibrada para o documento, disseram observadores.


