O novo governo argentino terá o apoio de todos os países do bloco do Mercosul e de seus associados, Bolívia e Chile que, depois de uma reunião de cúpula que durou uma hora, em Montevidéu, exigiram ontem da comunidade internacional cooperação e apoio para a Argentina.
Na declaração final, os parlamentares do Brasil, Paraguai, Uruguai e do Chile, que participou como convidado, expressaram total solidariedade ao povo argentino. ''Estamos demonstrando a solidariedde dos países-membros aos irmãos argentinos para que eles consigam superar o mais rápido possível esse problema, dentro do respeito às normas constitucionais democráticas.''
Os presidentes Jorge Quiroga da Bolívia, Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, Ricardo Lagos do Chile, Luis González Macchi do Paraguai e Jorge Batlle, do Uruguai, reiteraram ''sua vontade de acompanhar todos os esforços da República Argentina, dirigidos à recuperação política, econômica e social, em clima de serenidade e decisão''.
Antes, no primeiro item de um comunicado de cinco pontos, os presidentes expressaram ''seu sentimento de pesar pelos recentes acontecimentos na República Argentina e suas dolorosas consequências, reiterando sua plena solidaridade''.
O presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso disse, em entrevista à imprensa, que o Brasil apoiará profundamente as ações que estão sendo exigidas pela Argentina e apelou aos organismos financeiros internacionais para que apóiem o futuro plano de reestruturação do país.

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