Bagdá -O primeiro membro dos serviços de inteligência militar dos Estados Unidos a ser julgado pelo escândalo na prisão iraquiana de Abu Ghraib foi condenado sábado por uma corte marcial americana em Bagdá a oito meses de prisão, além de ser expulso das forças militares, segundo informações oficiais.
O soldado de primeira classe Armin J. Cruz, ''foi condenado a ser rebaixado a soldado simples, a oito meses de prisão e a ser expulso das forças armadas por má conduta'', informou o tenente coronel Steven Boylan.
Cruz, de 24 anos, de Plano (Texas), declarou-se culpado pouco após a corte marcial ter aberto a audiência em Bagdá às 9h30 locais (2h30 de Brasília), acrescentaram os observadores na sala de julgamento.
O soldado do 502º batalhão de Inteligência militar foi denunciado por ordenar outros companheiros de farda a obrigar os detentos a se despirem com as mãos algemadas e a se arrastarem nus no chão penitenciária, segundo o auto de acusação.
Também foi acusado de conspiração com a polícia militar para poder dissimular as torturas contra os prisioneiros iraquianos e de ter maltratado subordinados para que não revelassem o que acontecia ao local.

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