Menos recursos contra o efeito estufa
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sexta-feira, 06 de julho de 2001
John Heilprin Associated PressDe Washington 
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, quer cortar a ajuda dada pelo governo norte-americano aos países em desenvolvimento para combater o aquecimento global. Ao mesmo tempo em que pediu ao Congresso quase US$ 4 bilhões para lidar com as mudanças climáticas, quase a mesma quantia usada no ano passado, Bush propôs uma redução da assistência a outros países de US$ 165 milhões para US$ 41 milhões. Ele sugeriu que se deve transferir mais responsabilidade à indústria privada.
Os números constam de um documento datado de 29 de junho do qual a Associated Press conseguiu uma cópia que Bush enviou ao presidente da Câmara dos Representantes, Dennis Hastert, e para o presidente em exercício do Senado, Robert C. Byrd.
A Casa Branca não comentou o assunto, ontem.
O documento de 52 páginas expõe ao público pela primeira vez informações detalhadas sobre os gastos de Bush com as mudanças climáticas.
A questão, ao lado da política energética de Bush, ganhou importância depois de o presidente ter abandonado uma promessa de campanha para regular as emissões de dióxido de carbono e de ter rejeitado o Protocolo de Kyoto sobre aquecimento global, que recebeu amplo apoio mas ainda não foi ratificado por nenhum aliado norte-americano na Europa.
Os europeus ficaram descontentes com a rejeição de Bush ao Protocolo de Kyoto, que compromete os países industrializados a reduzirem suas emissões de dióxido de carbono, prováveis causadoras da retenção de calor na atmosfera, causando o chamado efeito estufa.
Pouco antes de seguir viagem rumo à Europa, em junho, Bush disse a jornalistas que os Estados Unidos ajudariam os países em desenvolvimento a reduzir a emissão de poluentes. No entanto, seu orçamento reduz a contribuições mínimas a verba para o combate ao aquecimento global a países como Brasil, Índia, Indonésia, México, Filipinas, Polônia, Rússia, África do Sul e Ucrânia.
Alguns programas foram reduzidos para eliminar sugestões não solicitadas ou porque estão perto da comercialização, cujo financiamento pelo setor privado é mais apropriado, diz o estudo de Bush. Outros programas de alta prioridade foram ampliados.
Os críticos dizem que o documento fere a credibilidade de Bush.
Entre outras medidas, Bush reduziu de US$ 1,2 bilhão para US$ 90 milhões as pesquisas da Nasa sobre o aquecimento global.


