Um menino de 4 anos de idade, da localidade de Greensboro, na Carolina do Norte (leste dos Estados Unidos), disparou um revólver e matou um de seus coleguinhas de brincadeiras, de 6 anos, na festinha de aniversário deste último, informou a polícia de Greensboro, ontem. Carlos Gilmer levou um tiro no pescoço quando estava brincando na casa de Beulah Lindsay, sua avó, que também era madrinha do menino de 4 anos.
Os meninos tinham acabado de descobrir, em uma bolsa, um revólver carregado, calibre 38, precisou à AFP por telefone um oficial da polícia.
Gilmer teve morte imediata, afirmou o oficial, acrescentando que a polícia está investigando para determinar a quem pertence a arma. Até agora, ninguém foi detido.
Onda assustadora A onda de adolescentes assassinos prossegue nas escolas norte-americanas com a morte de um professor, neste final de semana, abatido a tiros por um jovem aluno numa pequena e pacífica cidade da Pennsylvania.
O assassino, Andrew Wurst, 14 anos, será processado por homicídio, posse de arma e de drogas.
O drama aconteceu na noite de sexta-feira, durante uma festa escolar em Edinboro, pequena localidade rural da Pennsylvania. Duzentos e cinquenta alunos e professores estavam reunidos num salão para dançar, quando um jovem professor juntou-se a eles. Sem uma palavra, Andrew Wurst puxou sua arma e mirou na cabeça de John Gillette, professor de ciências, de 48 anos, e atirou. O professor que era particularmente querido pelos alunos, caiu morto, na entrada do prédio.
O adolescente atirou novamente, em meio ao caos e ao terror geral. Dois alunos e outro professor ficaram feridos, embora não gravemente.
Segundo a polícia, Wurst tentou fugir logo depois, mas o proprietário do salão de festas conseguiu pegá-lo e levá-lo à delegacia mais próxima.
Como acontece geralmente depois deste tipo de drama, o horror dominou os moradores de Edinboro.
‘‘A gente sabe que isto pode acontecer. A gente lê nos jornais casos parecidos todos os dias, vê na televisão. Mas não pode acreditar que isto possa ocorrer bem pertinho de nós, em nossa comunidade’’, disse atônito o dirigente local do corpo de bombeiros, Thom Gebhardt.
Segundo os companheiros do adolescente homicida, Andrew Wurst era solitário e se mostrava sempre desarrumado, e com problemas familiares. Havia confiado a seus colegas mais próximos projetos de mortes ou suicídio, que ninguém levou a sério, e aparentemente não conhecia sua vítima, John Gillette.
O drama de Edinboro recorda outros episódios semelhantes ocorridos nestas últimas semanas e que tiveram adolescentes como protagonistas.
Este foi o caso principalmente dos assassinatos de Jonesboro, Arkansas, onde dois jovens de 11 e 13 anos, munidos de um verdadeiro arsenal, mataram dia 24 de março cinco pessoas - quatro alunas e uma professora - numa escola.
Este episódio, que emocionou os Estados Unidos, foi precedido por outro drama, desta vez em Paducah, Kentucky, onde três estudantes de entre 14 e 17 anos foram assassinados e outros cinco alunos feridos por outro adolescente de 14 anos, durante a hora de orações da escola.

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