Curitiba - A pedagoga Caroline Drozdz, 26 anos, moradora no Bairro Capão Raso, em Curitiba, cresceu sendo conhecida como a ''menina do Papa''. E se orgulha de tudo o que passou na vida, sobretudo depois que João Paulo II pegou-a nos braços no meio do Estádio Couto Pereira, no dia 5 de julho de 1980, e levou-a até seu rosto para beijá-la e aconchegá-la.
''Me sinto superprivilegiada'', diz. ''No meio de tanta gente eu fui a escolhida.'' Para ela, de família profundamente católica e descendente de poloneses, foi uma das maiores honras. Todos os anos na Páscoa e no aniversário da visita do Papa a Curitiba ela se veste com os trajes poloneses e vai participar das festividades no Bosque João Paulo II, no Centro Cívico.
Caroline nunca mais teve oportunidade de se encontrar com o Papa. No entanto, no ano passado enviou ao Vaticano duas fotos, uma do Papa com ela ao colo, e outra atual. Recebeu a resposta assinada pelo monsenhor Gabriele Caccia, dizendo que João Paulo II havia recebido as fotos e lhe mandava uma bênção especial.
''Tenho certeza de que ele cumpriu sua missão'', afirma. É o mesmo sentimento de sua mãe, Noêmia. ''Estamos o tempo todo rezando muito'', diz, emocionada.

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