Um procurador federal advertiu que se o ex-presidente Menem resolver deixar a Argentina em viagem de núpcias, terá que obter antes a permissão do juiz que o convocou para prestar declarações em 13 de julho em um processo que investiga a venda ilegal de armas.
O procurador federal Carlos Stornelli declarou ontem à imprensa que se Menem, que pretende se casar no sábado, resolver viajar para o exterior, ‘‘teria que pedir autorização ao juiz federal Jorge Urso’’.
Segundo notícias extra-oficiais da imprensa argentina, o casal planeja realizar uma viagem de núpcias com escalas no Rio de Janeiro e Miami, não tendo descartado até mesmo a possibilidade de chegarem até a Síria.
A Justiça de Buenos Aires já ordenou a detenção de dois estreitos colaboradores de Menem vinculados ao caso das vendas de armas à Croácia e ao Equador, realizadas como se fossem destinadas ao Panamá e à Venezuela. São eles o ex-ministro da Defesa Antonio E. González, detido na quarta-feira, e o ex-cunhado e assessor de Menem, Emir Yoma, cuja prisão preventiva foi decretada em 7 de abril.

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