Menem se livra de acusações
O ex-presidente argentino Carlos Menem ficou livre ontem das acusações de contrabando de armas para o Equador e a Croácia durante seu mandato. Por causa dessa denúncia, o ex-presidente permaneceu 167 dias sob detenção domiciliar, transformando-se no primeiro mandatário detido da história democrática do país.
O juiz Julio Speroni também inocentou o ministro da Economia Domingo Cavallo, mas confirmou a ação judicial contra o ex-ministro da Defesa Oscar Camilión e contra o ex-vice-chanceler Juan Carlos Olima por descumprimento das funções públicas.
Os acusados podem, no entanto recorrer da decisão na Câmara Federal de Apelações e, em última instância, na Suprema Corte Suprema de Justiça.
Menem ficou sob prisão domiciliar durante 167 dias em 2001 como líder presumível de uma associação ilícita que vendeu armas de forma ilegal para a Croácia e o Equador.
A investigação judicial comprovou, no entanto, que entre 1991 e 1995 foram repassadas milhares de toneladas de armas para o Equador e a Croácia, ao amparo de dois decretos assinados por Menem e vários ministros que estabeleciam seria Venezuela e Panamá.
Apesar da decisão, o juiz Julio Speroni continuará investigando Menem por enriquecimento ilícito devido às contas que ele e seus assessores possuíam em bancos suíços, precisaram fontes judiciais à AFP.





