Menem quer disputar um terceiro mandato
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sexta-feira, 17 de julho de 1998
Ariel Palacios Agência Estado 
Sou o único argentino proscrito, disse Carlos Menem, categórico, em um programa de TV, aludindo à proibição constitucional de ser candidato a uma segunda reeleição. A declaração de Menem, na quarta-feira à noite, foi apenas um prelúdio do que espera que aconteça durante o Congresso do Partido Justicialista (também conhecido pelo nome de Peronista). Ali, Menem falará com os delegados do partido: Vou solicitar-lhes que me digam o que fazer para ser candidato, não continuar proscrito e poder concorrer às eleições de 1999. Esta foi a primeira vez que Menem admitiu publicamente que almejava disputar seu terceiro mandato presidencial no ano que vem.
A ruptura do mais polêmico partido que a Argentina já teve é uma das possibilidades especuladas. O partido aparenta um monolitismo inquebrantável, mas ao longo de sua história suas diversas e antagônicas facções realizaram guerras às vezes até mortais. Recentemente, em 1989, um setor do partido, discordando com o modelo neoliberal, emigrou e fundou o Frepaso, que em 1995, ficou logo atrás do peronismo nas eleições presidenciais, com 28% dos votos.
Não há ruptura no Partido Justicialista. Há uma crise, dizem os assessores de Menem.


