Menem procura superar tensões com a Inglaterra
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de outubro de 1998
France Press 
O governo neoperonista voltará a estender em Londres a teia de sua diplomacia para tentar fechar as feridas abertas na Guerra das Malvinas, com a esperança de algum dia levar o tema da soberania a uma mesa de negociações.
O presidente Carlos Menem e seu chanceler, Guido Di Tella, farão na Grã-Bretanha um novo exercício da chamada estratégia de sedução, que consiste em convencer por bem os britânicos, inclusive os que moram nas ilhas, da necessidade de uma discussão.
Mas, durante a visita oficial de Menem a partir da próxima terça-feira, ficará claro ser cada vez menos provável que se concretize seu anúncio de que a bandeira argentina tremulará nas Malvinas antes do ano 2000.
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, confirmará a Menem que a posição da Coroa é permanente e que não depende da orientação política do governo em Downing Street.
O reino diz considerar a autodeterminação dos moradores, que são e querem continuar sendo britânicos, embora com identidade própria como coincidiram em destacar em um recente programa de TV transmitido ao vivo das Malvinas.
Há outros argumentos, como as 255 vidas de soldados britânicos que morreram nos combates tavados durante 74 dias em 1982, nas águas geladas das ilhas.
A manutenção do enclave colonial foi justificado pelos analistas em questões muito mais poderosas, como o interesse em um ponto de comunicação com a estratégica Antártida, terra do futuro da humanidade, e na hipótese de uma riqueza petrolífera na área.


