O ex-presidente argentino Carlos Menem, que se encontra em prisão preventiva por tráfico de armas, poderá se candidatar ao senado por sua província natal, La Rioja (Noroeste), nas eleições de outubro, admitiu ontem um dos seus assessores políticos.
A eventual candidatura ‘‘é um tema do peronismo de La Rioja, acredito que está sendo discutido’’, disse Carlos Corach, ex-ministro do Interior de Menem. O Partido Justicialista (PJ, peronista) daquela província evocou quinta-feira à noite a possibilidade de lançar a candidatura de Menem como senador suplente de uma lista liderada por seu irmão Eduardo Menem.
Corach descartou a idéia de que o processo e a prisão preventiva de Menem constituem obstáculos legais à sua candidatura. ‘‘Isso deve ser decidido pelo tribunal eleitoral’’, afirmou. Ele acrescentou que o ex-presidente ‘‘é um homem que deve ter uma plataforma como o Senado Nacional’’.
Menem cumpre prisão domiciliar a 20 km de Buenos Aires. Caso seja candidato, poderá ter dificuldade para exercer a atividade política, uma vez que o juiz Jorge Urso determinou que ele não pode receber mais de duas pessoas em cada visita, exceto parentes, advogados e seu médico particular.
Filho de PinochetO filho mais velho do ex-ditador Augusto Pinochet anunciou ontem que concorrerá como candidato a deputado pela região de Talca nas próximas eleições parlamentares do Chile, previstas para 12 de dezembro. O controvertido primogênito do ex-chefe militar afirmou que sua postulação será independente e disse que conta com o apoio de seu pai, atualmente internado no Hospital Militar.

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