Menem perde maioria no Legislativo
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segunda-feira, 27 de outubro de 1997
France Presse 
Buenos Aires
France PresseComemoraçãoOs deputados eleitos Graciele Fernandes e Carlos Alvares (à esquerda) festejam com o prefeito de Buenos AiresO Partido Justicialista (PJ, neoperonista) do Presidente Carlos Menem perdeu a maioria na Câmara de Deputados em consequência dos bons resultados eleitorais obtidos ontem pela Aliança para o Trabalho, a Justiça e a Educação.
A nova situação surge dos 97,28% dos votos oficialmente computados e significa que o Justicialismo, que até agora contava com 131 dos 257 deputados, só contará com 118 a partir do dia 10 de dezembro.
Nas eleições legislativas parciais de domingo, o PJ confirmou 51 deputados, mas perdeu 13, o que foi determinante em sua perda da metade mais uma das cadeiras.
Nos distritos onde a União Cívica Radical (UCR, social-democrata) e a Frente País Solidário (Frepaso, centro-esquerda) conseguiram constituir a Aliança, somaram 45 novos deputados, mas onde não houve acordos, só conseguiram 14 e 3 legisladores, respectivamente. Outras forças políticas reuniram em conjunto 14 deputados. Na eleição parlamentar de 1995, quando ainda não existia a Aliança, o PJ havia conseguido 131 deputados, a UCR 68, a Frepaso 22 e outras forças 36. Na eleição de domingo, participaram 23.184.491 eleitores em um total de 83. 379 seções.
Derrota na própria seção O situacionismo governante perdeu para a Aliança eleitoral oposicionista até na seção onde votou o presidente Carlos Menem em sua província natal, La Rioja (Noroeste), segundo o cômputo dos votos ali depositados.
Menem, que sempre foi o primeiro a votar na seção 369, instalada nos tribunais da capital provincial, mudou domingo e deixou esse lugar para outros. Ali votaram também seu irmão Munir Menem, o governador local Angel Maza e o Secretário de Comunicações, Germán Kammerath.
Fracasso da esquerda A esquerda argentina não conseguiu colocar domingo nenhum deputado no Congresso, vítima da polarização eleitoral entre o oficialismo governante e a Aliança da oposição, fazendo apenas um papel melhor que nas eleições legislativas de 1995.


