Menem garante que salva a Argentina
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sexta-feira, 23 de novembro de 2001
France Presse<bR>De Buenos Aires 
O ex-presidente Carlos Menem (1989-99), liberado terça-feira após 167 dias de prisão por suposto tráfico de armas ao exterior, afirmou ontem que a solução para a crise econômica da Argentina ''passa pelo peronismo (oposição) e por mim''. ''Venho à minha terra para lançar minha candidatura a presidente da Nação para 2003'', afirmou Menem, num discurso de 20 minutos feito da varanda da sede do governo de La Rioja, acompanhado de sua mulher, a ex-miss Universo chilena, Cecilia Bolocco. No discurso, o ex-presidente aproveitou para criticar seu sucessor, Fernando De la Rúa: ''Até quando ele vai mentir para o povo?'' O ex-presidente lembrou que em 10 de dezembro de 1999, quando entregou o governo, o risco país estava em 600 pontos básicos e hoje passou dos 3 mil pontos.
Em sua primeira coletiva em liberdade, Menem reforçou seu lançamento como candidato a presidente para 2003. O ex-chefe de Estado dialogou com a imprensa em La Rioja, sua província natal (noroeste), acompanhado de sua esposa, seu irmão e senador Eduardo Menem, seu sobrinho Adrián Menem e seu advogado, Oscar Salvi.
Menem considerou que a diferença de sua gestão de uma década com a atual do presidente Fernando de la Rúa é ''a falta de liderança e condução'' e afirmou que sem esta condição ''não há governabilidade''.
Reiterou sua proposta de ''dolarização'' da economia como solução à crise financeira e à recessão de 42 meses, gerada durante seu governo, e assinalou que essa será uma das primeiras medidas se voltar à presidência em 2003.
Menem (71 anos) qualificou de ''histórica e memorável'' a polêmica sentença da Corte Suprema de Justiça que o deixou em liberdade ao rejeitar a existência do delito de associação ilícita no processo por venda ilegal de armas à Croácia e ao Equador.


