Menem enfrenta situação cada vez mais tensa
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segunda-feira, 11 de junho de 2001
Agência Estado/ANSADe Buenos Aires 
O ex-presidente argentino Carlos Menem completou ontem seu quinto dia como réu no escandaloso caso da venda ilegal de armas ao Equador e à Croácia, em um clima cada vez mais tenso e recebendo más notícias da Justiça. O juiz federal que ordenou sua prisão, Jorge Urso, além de impor restrições às visitas que o ex-mandatário recebe no local de sua detenção uma luxuosa casa nos arredores de Buenos Aires , iniciou investigações para determinar qual é o patrimônio real de Menem (oficialmente declarado em cerca de US$ 2 milhões).
A investigação deverá abranger todos os bens que Menem e seus familiares diretos e indiretos, incluindo sua filha Zulemita e seus irmãos supostamente possuem tanto na Argentina quanto no exterior, principalmente no Uruguai. Além dessa nova má notícia, Menem continua sentindo falta de apoio explícito dos principais expoentes de seu partido, o Justicialista (o peronista PJ). O fato ficou refletido na declaração de um ex-governador seu correligionário, que precisou negar enfática e publicamente que tenha festejado o encarceramento do ex-todo-poderoso governante.
Nesse clima, só um sobrinho de Menem, Adrián, que é deputado nacional, tentou dar-lhe apoio político rejeitando uma proposta do atual ministro da Economia, Domingo Cavallo também envolvido no caso da venda ilegal de armas, embora não tenha sido convocado para interrogatório para a formação de um governo de união nacional em torno dos partidos majoritários.


