O ex-presidente da Argentina Carlos Menem, atualmente detido sob acusação de contrabando de armas durante seu governo, teria usado um certificado falso da Bolívia para efetuar a transação ilegal, informou ontem o jornal La Nación.
A Justiça Federal argentina ordenou a prisão domiciliar e o julgamento de Menem em 7 de junho, acusando-o de encabeçar uma ''associação ilícita'' que entre 1991 e 1995 vendeu armas à Croácia e ao Equador o que era ilegal na época) simulando que o material tinha como destino o Panamá e a Venezuela.
La Nación assegura que um ano antes, 1990, o governo de Menem acertou uma falsa operação de venda de armas com a Bolívia e obteve um certificado de ''destino final''. O material bélico, avaliado em US$ 51 milhões, consistia em 35 canhões calibre 155 mm e 1.500 pistolas calibra 9x9 mm, além de um grande número de munições.
Esse material, no entanto, jamais chegou à Bolívia que nunca esteve em condição de adquiri-lo, diz o jornal argentino, acrescentando que o governo Menem pagou US$ 10 milhões pelo falso certificado de destino boliviano.

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