Menem desmente desvalorização do peso
O presidente argentino Carlos Menem rejeitou com energia ontem a advertência do candidato presidencial do partido no poder, Eduardo Duhalde, sobre um plano secreto da oposição para desvalorizar o peso. ‘‘São versões de uma campanha política que, à medida que o tempo passa vai se aprofundando; são fogos de artifício. Não acredito que nenhum candidato tenha intenção de desvalorizar porque isto seria uma hipótese suicida’’, disse Menem em entrevista à imprensa. Duhalde, aspirante presidencial do Partido Justicialista (PJ, peronista e neoliberal), no poder, havia dito durante discurso de campanha para as presidenciais de 24 de outubro próximo, que a opositora Aliança (social-democrata) escondia um programa de desvalorização. Fernando de la Rúa, candidato presidencial da Aliança, respondeu com um não redondo a qualquer possibilidade de modificar a paridade cambial. Na Argentina existe uma taxa de câmbio fixa estabelecido na paridade peso/dólar implantada por Menem em 1991, regida por uma lei de convertibilidade pela qual o Banco Central (autoridade monetária) é obrigado a garantir com reservas dolarizadas a circulação monetária em pesos.

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