Buenos Aires O candidato peronista e ex-presidente Carlos Menem disse na noite de quinta-feira que terá uma vitória devastadora nas eleições presidenciais de amanhã na Argentina, prometendo ''terminar com o caos, a violência, a desordem e a delinquência'' no país. Ao encerrar sua campanha eleitoral, Menem disse que ''está liderando em toda a Argentina''. No ''dia 27 de abril, vamos festejar e voltar ao governo'', disse Menem, ao duvidar das pesquisas eleitorais que o colocam ao lado de Néstor Kirchner e de Ricardo López Murphy.
No comício realizado no estádio do River Plate, em Buenos Aires, Menem disse que encarna ''o verdadeiro justicialismo'', ao contrário de seus adversários peronistas Néstor Kirchner e Adolfo Rodríguez Saá.
Kirchner O candidato governista Néstor Kirchner pediu o apoio dos independentes nas eleições argentinas de amanhã. Kirchner, que está empatado tecnicamente nas pesquisas com Carlos Menem e Ricardo López Murphy, convocou todos os argentinos, ''sem exceção'', para enfrentarem ''o modelo de concentração econômica dos setores financeiros que arrasou a classe trabalhadora e quebrou a classe média''.
''Neste 27 de abril, estão em jogo dois modelos. Não há lugar para equívocos'', disse Kirchner em seu último comício, realizado na localidade de La Matanza, periferia sudoeste de Buenos Aires.
Kirchner pediu a ''peronistas, radicais, socialistas e independentes; e às novas forças políticas e sindicais'', que se unam contra o ex-presidente Menem e o ex-ministro da Economia López Murphy.
Vantagem O candidato peronista de direita Carlos Menem mantém ligeira vantagem nas pesquisas de intenção de voto às eleições presidenciais de amanhã na Argentina. Os institutos de pesquisa, que investigam as tendências de um eleitorado de 25,5 milhões de pessoas, concordam que o nível de indecisos se mantém alto e que ainda não se pode descartar a presença do peronista populista Adolfo Rodríguez Saá no segundo turno, em 18 de maio.
De um modo geral, as pesquisas mostram um triplo empate técnico, já que Menem supera Kirchner e López Murphy em apenas 3%, percentual médio da margem de erro. Depois, está a candidata de oposição, a social-cristã Elisa Carrió.

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