Buenos AiresO ex-presidente argentino Carlos Menem (1989-99) aceitou se submeter a um exame de DNA para determinar se o jovem Carlos Meza é seu filho, fruto de uma suposta relação extraconjugal que ele teria mantido enquanto esteve preso no norte do país, durante a ditadura, informou ontem o advogado de Menem.
O ex-presidente, de 74 anos, deverá se apresentar em 8 de julho próximo ao tribunal da cidade de Las Lomitas, na província de Formosa (norte), para que seja extraída uma amostra de sangue.
O jovem de 23 anos afirma ser filho de Menem, que teria tido um relacionamento com sua mãe, Martha Meza, quando o ex-presidente esteve detido no presídio de Las Lomitas em regime semi-aberto, durante a ditadura militar argentina (1976-83).
Carlos Meza iniciou um processo por reconhecimento de paternidade há cinco anos.
A mãe do jovem, uma ex-deputada federal do peronismo (governo), suicidou-se em janeiro de 2003, quando ingeriu um forte inseticida devido a uma profunda crise depressiva.
Naquele ano, Carlos Meza escapou ileso de um ataque a tiros que atingiram a fachada de sua casa na capital provincial de Formosa (1.200 km ao norte da capital).
Em 2003 nasceu Máximo Saúl, filho do ex-presidente com a ex-miss Universo chilena Cecilia Bolloco, de 40 anos. De seu primeiro casamento com Zulema Yoma, Menm teve dois filhos. O mais velho, Carlos, morreu aos 25 anos em um acidente de helicóptero, em 1995.
Em março de 2004, sua segunda filha, Zulema Eva, lhe deu um neto.

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