Membros do Conselho de Segurança condenam muro
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terça-feira, 14 de outubro de 2003
France Presse 
Nova York A construção de um muro que separa Israel da Cisjordânia foi criticada ontem pela maioria dos delegados do Conselho de Segurança que participaram em um debate público. Muitos delegados disseram que a construção do muro vai prejudicar a busca de uma saída pacífica ao conflito no Oriente Médio.
O debate surgiu antes de uma votação prevista na ONU sobre uma resolução proposta pela Síria, que descreve o muro como um ato ''ilegal'' de uma ''potência ocupante''. O texto do projeto de resolução também cita que o muro é uma estrutura ilegal sob a lei internacional e que sua construção deve ser detida e revertida.
No entanto, os Estados Unidos já qualificaram o texto de ''inaceitável'', segundo um diplomata americano, e a Síria quer aprovar a resolução como está redigida. Washington reiteradamente usa seu poder de veto no Conselho de Segurança para bloquear qualquer decisão que critique ações de Israel.
Dos 40 oradores que se dirigiram ao Conselho, a maioria, inclusive da França, criticou Israel. ''É responsabilidade do Conselho de Segurança agir adotando uma resolução que se oponha à construção do muro ao longo de seu caminho planejado, um caminho que é ilegal sob a lei internacional e cujas consequências políticas e humanitárias são graves e inaceitáveis'', disse o embaixador francês na ONU, Jean-Marc de La Sablière.
O representante palestino Nasser al-Kidwa denunciou a construção como um ''muro expansionista'' da ''potência ocupante'', que ''comete um imenso crime de guerra contra o povo palestino''. Por sua vez, o embaixador de Israel na ONU, Dan Gillerman, reiterou que o muro é necessário para a defesa de Israel.


